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29 de jun de 2008

Crônica: A minha "Tri-force"

Present Day....
Present Time...

Seria mais um dia comum se não percebesse como esse simbolo que nascia. Mas acontece que presinto algo me chamando. Parece que o ano do Rato (ou o ano da mudança) realmente trouxe mudanças. Fui da água ao vinho, do amor ao ódio, da tragédia a comédia. Acho que estou me tornando um mártir sem uma causa ou ajuda. Mas apenas estou sentindo que esse tempo será, para mim, o último e de grande importância.
Essas conclusões fazia enquanto orava no meu altar particular. Nele, marcas de uma época agradável e feliz que frequentemente teima em retornar a minha mente. As vezes em jogar tudo aquilo fora ou até mesmo isolar aqueles objetos em um lugar onde não possa vê-los. Mas como eu mesmo aprendi que devemos proguedir para o futuro sem se esqueçer do passado me faz deixar as coisas por lá e até mesmo cuidar de meus outros objetos. Tenho orgulho e vergonha de meus feitos, mas se são meus... então devo cuida-los. Orgulho? quem sabe... pessoas nascidas sobre meu signo são orgulhosas e determinadas. Quando botamos algo na cabeça, vamos atrás até o fim. Já me falaram que a nossa frase é "eu domino". Acho um grande equívoco, pois domínio pode ter um sentido positivo (o domínio protetor e confortante, aquele que inspira liderança e confiança a quem se ama) e o negativo (o domínio tirano e cruel, que prega no horror e no medo a submissão de quem se gosta, coisa muito utilizada antes nos machistas a qual tenho eterno nojo) A frases que sempre achei certo é "eu conquisto".
Mas, nessas últimas 3 semanas ando tendo alucinações. Acho que até mesmo sonhos me mostrando um caminho e com o meu antigo e falecido mestre zen me mostrando que finalmente fiz o meu papel nessa terra. "Quando você mais precisar das suas virtudes e qualidades, você terá que oferece-las". Essa fora uma das ultimas palavras que ouvi dele. Achei até que as minhas virtudes pudessem ser os meus desejos e amores, mas quando olhei para meus semelhantes, os gatos, percebi como as minhas virtudes estavam tão perto e eu nem percebia. A partir daí, passei a viver como um mortal, os três tesouros com suas três virtudes: A espontaneidade, o carinho e a sinceridade.
"Essa será sua trilha, realize-a... para que possamos nos encontrar no nirvana", esse sempre fora o meu sonho: atingir um estado de espírito tranquilo e calmo. Até mesmo para um samurai em comportamento como eu que sempre quis aprender mais e mais da vida. Só que agora, vejo que vou para um outro estágio de aprendizado. Um aprendizado muito mais místico e menos racional. Um aprendizado mais espiritual e que precise abandonar a minha vida e corpo e ir para um "lugar melhor", como diria o pessoal que mora perto da minha casa.
Agora em parte, entendo a frase de Shaka no episódio da Saga Hades: " A vida de um ser humano é rápida e efemera. Nesse tempo eles vivem, choram, ficam alegres e tristes. Mas é nesses efêmero tempo que eles são testados e sabem se serão dignos". Sou um ser humano, e aprendi que como em pouco tempo podemos viver tantas coisas em tão pouco tempo. Tempo o suficiente para provarmos e marcarmos no coração e na mente das pessoas, e que daí possamos partir com a certeza do dever cumprido.
Já cumpri minha missão nessa terra. Para os meus protegidos a qual entreguei minhas 3 virtudes, cuidem bem deles como se fossem a mim, e não se preocupem com este anjo. Vejo que que minha missão como cupido também está completa, pois observo como vocês estão andando com suas próprias pernas e vivendo seus amores ao lado de quem vocês gostam. Agora eu poderei dar uma folga as minhas asas e ter o meu "descanso" em paz. E como cantou o queen na música Bohemian Rhapsody -> "Good Bye Everbody, I'm gotta go..."

Carta de Lucas, o Kyo
Terça - Feira, 01 de Julho de 2008

24 de jun de 2008

Artigo: Como uma casa pode modificar uma pessoa?


Conversando com um velho sábio ontem na praia dos artistas. Ele me fez uma crítica sobre como algum fato, lugar ou evento pode modificar o nosso comportamento. Eu sempre ouvia falar que mudar uma roupa, um anel, uma maquiagem ou até mesmo um leve acessório pode ressaltar o tipo de vida de uma pessoa. Só acho que eu sou muito estranho e até mesmo louco....

O meu "item" que me faz mudar de comportamento e até mesmo me conforta (mesmo sabendo que não poderia porque nem sempre eu poderei ir lá) é justamente um objeto querido e ao mesmo tempo odiado. O meu lugar? Uma casa de alguém querida que mesmo depois de ter me enxotado, confessa que sentiu "falta de mim". Mesmo depois disso, bem desculpe-me o pensamento se a mesma estiver lendo este artigo. Mas eu me senti um pouco assim quando estive lá.

Mas voltando ao assunto da casa... aquele ambiente calmo e o cheiro do lugar as vezes parece agir como um felino: ficar preguiçoso, gostar de andar e fazer apenas o necessário, desejar dar e receber carinho... Isso eu sei que não deveria ter em um ambiente que a minha mente cisma em trazer nostalgia e o meu espírito queima para querer agir e demonstrar outra atitude. Essa dualidade em conciliar meus pensamentos (regidos pela mente) e atitudes (regidos pelo espírito) me faz ser simplesmente um "blasê": Não falar, não criar, não pensar. Simplesmente viver e ficar naquele lugar olhando tudo, e as pessoas da casa não perceberem isso e pensar que eu talvez mais sirva de eletro-doméstico do que como uma pessoa em si.


Mas as vezes, alguém lembra de ligar o "produto" encostado no quarto... seria um teste-drive? Não, acho que é mais mesmo um pequeno teste para saber se tudo está bem por lá. Só que esses testes geralmente são estranhos... uns como um simples "você está aí" até mesmo ao mais variado "carinho é bom" quando sinto uma mão encostar em outra e conduzir a um local especial. Um espírito livre pode se sentir aprisionado em algum lugar por vontade própria? Não saberei dizer... As vezes sinto como se ficasse no dilema entre controlar e agir, modificar e conformar, falar ou calar.

E assim vou vivendo, aos trancos e barrancos... olhando aquele vermelho que mais lembra rosa saindo da minha mente. Da minha história... ou até mesmo apenas me dizendo um "até logo"...



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ps: Até soube de uma novidade muito boa... na verdade, duas.... Uma que a minha amiga Elisangela, (ou simplesmente "Eli") fez niver esse mês e que ela está há dois meses começando a namorar um pessoa que é meu xará (ela está namorando um outro "lucas", vê se pode XD). Então linda amiga e parente, aproveito e te desejo um feliz aniversário e um feliz namoro para você. Afinal, desejo sempre o bem para alguém que me faz bem ^.^

6 de jun de 2008

Poema: Em outras palavras

Um dia desses, quando eu escrevia no meu diário na praça verde do midway, me perguntaram sobre poesia e se eu não escrevo poemas de amor. Respondi que sim. Afinal, o que as pessoas mais esperam de um poeta? Os poemas de amor e ódio.
Então, aqui em baixo, um exemplo de texto de amor que recebi de um amigo e que espero que revele muito bem a minha forma de pensar sobre como se escreve "amor".





EM OUTRAS PALAVRAS
(Lucas, o Kyo)

Na fúria e febre é que mergulho direto
nas altitudes dessa hedionda bondade
e objeto me abandono desmesurado e triste
na paina algodoada e por um ato de vontade
me reverto em somatório de frangalhos

miséria líquida que me encharca corpo e alma
à revelia de você, muitíssimo propensa
ao arroto cristão e ao peido benemérito
ao muco esquizofrênico e ao arrepio ecumênico
chispante de solidariedade humana e a tantas
outras coisas limpas, reluzentes,
de consequências puras e alheias ao amargo
som das ruas e destituídas de esgotos ou migalhas
ou mesmo de sofreguidão ou porra ou pus

você, linda linda ao banho
espumejando xampu e descascando escamas dignas
pelo ralo e descabelando cabelos que se escovam
renitentes e pentelhando pelos que grudam
em nosso sabonete e na minha língua e até
no abandono ensolarado de nossas vidas

É também com claro desespero que farejo
em tua virtude a minha morte e que me entrego
assim tão gasto, puído e molesto e com esse suicídio
em riste como espada empunhada por beato, puta
ou fada, mas sempre sem eira nem beira

mas continuamente a ponto de perder
as estribeiras como alguém habilmente esquecido
do futuro e do passado, e se te procuro
é porque continuo enrodilhado neste apuro
e neste amargo som de bile e nesta noite terna
que tritura eternamente as agruras de morrer

Mas com este abissal e vigoroso amor
é que te odeio – entregue embora ao pânico
de olhar e de sorridente tecer rendas das trevas
e com elas adornar estes quatro cantos de alma
e de percorrer enérgico os incontáveis
cantos de uma cama e de – canonizado em penúria
de milagres – fundir minha seca à umidade
do teu sexo e deliberadamente desconexo
converter minha dor em seiva quente
perdida em jorro nessas grutas
como cardumes laminados faiscando ao sol

E por esse doloroso amor candente ansiar
que desses seios brotem aranhas de perdão
e que abelhas em borboletas de mil cores
disseminem teu cheiro sobre o negro pólen
de meu ventre – e ansiar pelos teus líquidos
e deles crescer como meros cogumelos no orvalho
ou me reduzir como scargots ao sal
ou perseguir-me em círculos como um cão
no ato de ser feliz
ou apenas preencher-me até da solidão
de um gato errante e aprendiz