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31 de out de 2008

Uma pequena aula de diagramação...

Uma pequena amiga minha, a Eli (do blog Esquizofrenia Coletiva) falou que via que o povo não cometara por causa da falta de imagens. Acho que poderia tirar essa postagem para mostrar a ela como apenas alguns elementos diferentes e modificados a um site pode tornar o seu trabalho interessante e mais agradável. Algo como uma aula para alguém em especial (e um pequeno deboche).

Usarei um texto dela em particular (e que gosto muito), o texto "Medo de Bruxaria". Vou apenas fazer alguns espaçamentos e ilustrações e poucas alterações que só a própria autora perceberá. E verão como as palavras parecem ganhar forma e vida ao lado das imagens.

Leiam, ou melhor... apreciem a "cópia autorizada" de um texto e imagens.
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MEDO DE BRUXARIA

MEDO DE BRUXARIA

MEDO DE BRUXARIA

MEDO DE BRUXARIA

No fundo, no fundo você tem medo de bruxaria. Diz acreditar nessas coisas, mas morre de medo. Medo daquela lua cheia, meio daquelas mulheres amarguradas que procuram feiticeiras. Imagina-as fazendo todo o tipo de coisa canibal. Mas sabe o que você mais imagina? Você costuma imaginar orgias de bruxos. Sim, sim, que nem naqueles filmes baratos.

Mas sabe? Você não é tão diferente das bruxas vistas na televisão. Não não. Você finge reza, chama Jesus sempre que lhe convém. Prega a palavra divina. Mas na verdade, na verdade você é tão suja e pecaminosa quanto aquelas mulheres. Então, pára para pensar como tudo aconteceu, e simplesmente lembra. Sim, foi quando aquela onda vermelha desceu por entre suas pernas. Aconteceu exatamente como a mãe da Carrie descrevia no filme “o exorcista”.

Primeiro são os pecados, depois o sangue desce, então vêm os homens. Babando e rindo com suas coisas desafiando a gravidade e falso jeito doce de “sex appeal”. Eles sentiram o seu cheiro e agora querem beber do seu rio, não tecnicamente dele, mas você sabe o que eles querem beber.

E você deixa, deixa eles se apoderarem de você como bestas. Você gosta, desde o começo você sempre gostou. Mas quase ninguém nota seus gostos. Afinal, vestida com aquelas roupas longas. Roupas educadas e recatadas, ninguém jamais notaria. Ha! Quanta vergonha para os que são como você mas o são com o coração. Você não passa de uma bruxa do pior tipo, daquelas das orgias, cujas lendas dizem beber sangue de virgens.

Então chega o dia de se confessar. E até imagino aquela cena: Lá vai você, com seu véu de falsa virgem. Senta-se próxima ao confessionário.”Perdoe-me padre, eu pequei” diz sua falsa voz doce, perfeitamente afinada para fazer derreter qualquer um dos babões que sentiram seu cheiro.

Você força a sua visão, sabe quem é o padre. Então sabe o que acontece? Sim, sim. Você começa a imaginar aquele padre bonitinho no meio dos babões. Sua imaginação dá voltas e mais voltas, mas o padre está sempre nelas como aqueles babões. Comoseria bom não é? Ser possuída por um babão em um confessionário. Oooh? O quê houve? Vejo suas bochechas corarem... Ah por favor, não seja boba. Você sabe que este seu desejo lateja e a enlouquece na sua mente, para não dizer entre suas pernas.

Mas bem, você conta todos os seus pecados. Menos, é claro, os mais importantes. Afinal, não quer o padre bonitinho te olhando torto, percebendo finalmente a sujeira por debaixo de suas saias e de seu véu falso. Você não quer as velhas comentando, não quer suas amigas indo embora pelo seu estilo pecaminoso e diferente de ser.

Mas de alguma forma muito estranha, você ainda sente muito medo de bruxaria. Aquelas mulheres realmente são assustadoras, não é?


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Bem, espero que tenham gostado dessa nova roupagem para um produto que já existiu. Então amiga, achou alguma coisa diferente?


9 de out de 2008

Crônica: A cidade dos Sonhos (parte 6): Good Bye Everbody, I've Gotta Go...

"A vida é uma caixinha de surpresas" Já profetizava a vida de Joseph Climber.

Porque essa vida tem que mostrar e revelar a todos nós
como nos virar perante um mundo de inconstâncias e segredos nada agradáveis? Mas é isso que nos mantêm vivos, a forma de encarar a vida e como devemos lidar com as pessoas. Vi o grande erro que cometi com uma amiga que ajudei a se tornar uma pessoa melhor e percebo que dele eu não posso corrigir. Mas ver a sua felicidade ao lado de quem gosta de certo modo alivia o coração desse "cupido em forma de gato... ops, de gente".

Muitas mudanças realmente aconteceram em minha casa: um novo cachorro, minha irmã que está grávida novamente, minha hora de se formar e apresentar minha monografia está chegando e duas chances de trabalho fora do RN. Muita coisas para acontecer para quem até pouco tempo estava inerente e um pouco "morgado". Mas que, finalmente, busquei a inspiração no mundo para agora poder concluir a minha crônica "a cidade dos sonhos". Toda história tem que ter um fim, nem que esse fim seja inesperado...
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Espero que gostem de ler... e que possam aprender e muito com os nossos pequeno personas.

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Crônica: A cidade dos Sonhos (parte 6):
Good Bye Everbody, I've Gotta Go...

A mala pronta, uma camisa social preta, um sapato preto, uma meia preta fina acompanhada de uma calça jeans também da mesma cor do itens citados acima. Apenas os olhos e cabelos longos castanhos contrastavam aquela aparência social que o Jovem Kyo se encontrara ao ver o próximo avião Natal-Rio de Janeiro no telão de entrada. O intenso "passa-passa" de pessoas tão diferentes e apresssadas escondia aquele pequeno garoto ao seu lado olhar aquele lugar a qual nunca tinha visitado: um aeroporto.

Aleph até achava engraçado aquela mistura de pessoas diferentes que iam e vinham do pequeno corredor onde a grande máquina parava para o embarque e desembarque de passageiros. Iam da pequena garota loira holandesa de olhos azuis ao mais alto negro angolano que de tão escura a sua pele se assemelhava ao azul petróleo.

Os olhos curiosos, infantis e inguênuos daquele garoto se misturava a tanta diversidade cultural. Logo após isso, ele vem ao braço dos seu pai Kyo e o abraça, olhando o texto que estava a escrever no seu caderno. "Entre ruínas e quimeras".

- "Vivo sediciosa de uma palavra nova / Um verbo novo, uma velha significação / Algo que, dentro, veloz se mova / E, fora, atroz rompa o silêncio e a escuridão." que lindo pai... você que escreveu?
- Em parte sim filhote. É a minha nova vida, a minha e a sua nova viagem...
- Painho, nós vamos viajar para algum lugar?
- Não filho, simplesmente iremos para um lugar melhor... aqui ainda será a nossa casa, só vamos mudar para um lugar melhor. Pelo menos... você irá primeiro...
- Mas isso não é uma viagem?
- Em parte, mas é uma jornada que você seguirá...
- Eu? mas painho...
- Sabe aquela escola que você tanto sonhou filhote? Que sonhava em fazer no Rio?
- Você conseguiu pai?
- Sim, agora... você poderá se tornar o músico que sempre desejou filhote. Só que você irá primeiro, ainda tenho que resolver algumas coisas por aqui antes de ir. Enquanto isso, ficarás com a minha amiga Rose. Ela estará te esperando por lá... a reconheçerá por essa foto.

Kyo pega uma pequena foto que tinha em seu caderno e entrega para o seu filho. Era uma foto que ele tinha no bolso. Era o seu pai, mais novo e com o cabelo curto abraçado a uma mulher mais velha. A data de Fevereiro de 2006 mostrava que não fazia tanto tempo assim que a imagem estava tão antiga... mas mostrava como o jovem Kyo mudara fisicamente nesses últimos anos. entregava ao seu filhote mostrando como seria a sua nova "mãe".

15:30hs. Era ora de partir, o vôo havia sido anunciado. Pai e filho dão seu último abraço. Os olhos de ambos bem brilhantes devido as lágrimas que teimavam em sair. Aqueles passos lentos e demorados para deixar o seu filhote na plataforma de embarque e ver aquele pequenino andando. Ora com um sorriso feliz, ora com uma cara de choro. Parecia uma brincadeira do filho querendo copiar a mesma cara do seu pai ao ve-lo partir.


Logo após isso, o celular do jovem artista começa a tocar. Pela música... ele já sabia quem seria a pessoa do outro lado da linha...

- Pronto Rose, o garoto agora está em suas mãos... cuide bem dele.
- Eu cuidarei dele como se fosse nosso próprio filho Kyo, ele estará em boas mãos.
- Fico grato por isso Rose... mesmo sabendo que essa talvez seja a ultima vez que o veja... ou seja a ultima vez que a veja também
- Não diga isso meu anjo, apenas está confuso... não sabes o que fazeres dessa vida insana que nos exige muito em pouco tempo.
- Pode até ser minha bela amiga, mas eu não sei bem o que fazer... só quero que meu filho não sofra a mesma coisa que eu, ou que ele pelo menos tenha uma mãe decente e presente...
- Kyo... não acha que isso...
- Não é só você que acha isso cara amiga. Mas acontece que eu sei que não posso mais ser o pai do Aleph. A minha imagem e conceito de pessoa, assim como o desejo de ser um "bom pai" não está mais condizendo comigo... sei que irá demorar um tempo para me estabelecer, se a minha chance como animador vai dar certo, ou se a chance como training na Ambev também... mas prefiro logo lutar e ter a minha própria vida.
- Eu não entendo e não concordo com essa sua decisão Kyo, mas pelo que você me fez antes. E lutou por isso... a respeitarei... de que horas seu filhote chegará?
- Daqui a 1 hora amiga Rose... esteja bem arrumada, pois meu filho acha linda mulheres vaidosas (rindo)
- É... até parece que isso ele puxou de você não é? Gosta de pessoas que fantasiam e se vestem... mas ama mais ainda a essência da pessoa... que a ama tanto com como sem maquiagem e adereços.
- Você me conheçe Rose... gosto de um bom fetiche... mas prefiro ainda mais a naturalidade... então, vou indo agora para casa velha amiga. E trate meu filho como se fosse "nosso filho".
- Considere isso feito... anjo...

Essa seria a última vez que o Jovem Kyo veria o seu filhote... sabia que dali em diante as palavras e apegosdo seu filhote não mais retornariam. Seria somente ele a pessoa a viver a partir de agora, um jovem que não se prenderá aos valores otimistas e pessimistas... irá pagar um preço por isso, mas será aquilo que ele deveria sempre ser: ele mesmo...

Enquanto esperava na parada de ônibus, em frente ao aeroporto, via o avião que. Enquanto isso, observara um senhor de idade chegar ao seu lado com uma pequena radiola. Nela, tocava "bohemian rhapsody" da banda Inglesa "Queen". E que começava a cantar ao mesmo ritmo da música.

" Too late, my time has come - Tarde demais, chegou minha hora
Sends shivers down my spine - Sinto arrepios em minha espinha
Body's aching all the time - Meu corpo está doendo toda hora
Goodbye everybody - i've got to go - Adeus a todos - eu agora tenho que partir
Gotta leave you all behind - Tenho que deixar todos vocês para trás
And face the truth - E encarar a verdade
Mama, ooo - i don't want to die - Mamma, ooo - Eu não quero morrer
I sometimes wish i'd never been born at all - Às vezes eu desejo nunca ter nascido"

Agora, Aleph e Kyo tomaram caminhos diferentes...
Cada um iria viver a sua vida...
algum dia, é... quem sabe algum dia...
eles poderiam voltar a se encontrar.




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(Poema escrito pelo artista Kyo)

Entre Ruinas e Quimeras

Vivo em um apartamento irregular / Em cada compartimento desse sólido edificio / Redijo longas canções que se dispersam no ar.

Vivo como um estranho que tem sede de fixar: / Argamassa, pau, pedra, tijolos...; / Uma sentinela, uma flor na janelas / E uma lamparina de altar.

Vivo sediciosa de uma palavra nova / Um verbo novo, uma velha significação / Algo que, dentro, veloz se mova / E, fora, atroz rompa o silêncio e a escuridão.

Vivo a iniqüidade do humano: / A barbárie, a santidade, o profano. / A agitação do ocenano / E a civil civilidade do mundano

Vivo no limiar da loucura e da paixão / Afago O Mal com brandura / Rejeito O Bem sem, nenhuma, inquisção

Vivo entre o tédio e o provérbio / Entre a dor e a tragédia / Entre ruinas e quimeras / Ensaiando uma nova forma / Para compor uma cantiga velha.