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27 de ago de 2008

Crônica: A cidade dos Sonhos (parte 3) -> Uma surpresa Inesperada...

Tragédia, comédia, romance e um pouco de ficção científica. De todos esses 4 estilos eu vivenciei nesse pequeno tempo que não postei nada aqui. Sempre tentava escrever algo neste blog quando alguma adversidade me tirava a concentração ou então a vontade de escrever aqui e me fazia sair para algum lugar... deixando esse texto imcompleto. Diria que mudou muita coisa nesse meio tempo, e que isso em parte até irá refletir nessas palavras. Uma mudança tanto externa quanto interna. Se dará certo, não sei... se será uma boa escolha ou não, o tempo me dirá...


Então, continuem agora com a 3° Saga"A cidade dos Sonhos"

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Cronica: A cidade dos Sonhos (parte 3) - Uma visita inesperada...

Natal, 26 de Agosto de 2008
23:00... anoitecer de um novo dia.

Cheiro de fandangos no meu quarto, apenas um caderno aberto, uma fotografia de um casal em cores contrastantes e uma copo de 700 ml de milk shake de morango com uma nota fiscal de 8 reais embaixo do copo. Assim que começo a escrever esse diário nada comum de um jovem artista. "Nada como um dia após o outro". Como essas palavras, tão poucas e tão sinceras, poderiam mudar tanto a vida de alguém como a que este artista aqui está passando. Ganhei novos amigos, visualizei novos aliados, achei a minha madrinha de formatura e reencontrei na dor um amor por alguém que sempre quis. No entanto, perdi por erro e complacência minha uma pessoa que ensinei a viver e ser feliz.

Observara meu filhote Aleph gritando "toma viado!!!" enquanto jogava Warcraft 3: DOTA -> Defense of the Ancidents com o personagem Abaddon, the Lord of Avernus. Diria que este semestre começará a mudar muito minha vida. Trabalhos a concluir, alguém para amar e cuidar, uma correria para ganhar dinheiro e um momento para refletir. O que vier, virá. Se outras quedas levarei? Não saberei dizer... mas que se puder reconciliar, entender. Acho que hoje eu entendi porque algumas pessoas sempre encarnam a vida como uma onda em alto mar: Altos e Baixos e não pode ficar parada para não criar pântano. Acho que devo simplesmente isso mesmo. Simplesmente aprender a viver...

A sensação de ser o causador de um problema nem sempre me veio a agradar. Viver uma vida de amores, desejos e até outras coisas a mais parecia ser um sonho que me agradava (e sabia que tinha condição para tal ato) todo os dias. Mas a minha fé e os meus princípios sempre me levavam a manter um código: "Somente faça aquilo que desejam que as pessoas façam por ti.". Pensei ter ensinado isso a alguém, até visualizar na pessoa amada justamente o contrário. Bastou eu apenas descansar um pouco e mostrar a minha confiança para alguém que viu nisso uma brecha de ataque. Só quando acordo e me dou conta do que aconteceu, vi que o vinho seco da discórdia e da obsessão fora diluido entre as partes. Parece que essa minha idéia de "ainda acreditar nas pessoas" só me mete em fria... porque hein?

PQP... essa sensação de deja-vu denovo não...e até já vejo o resultado final dessa tragédia grega (que ironia, e eu que justamente sou fã das artes clássicas, fui envolvida em uma). O estranho é que estou compromissado, e se falar e fazer algo por uma parte a outra se sentirá ofendida e destruida em tudo sendo visto como traira e pessoa indigna de confiança. ("É dificil agradar gregos e troianos", não é?). Duas pessoas de personalidades tão iguais que, como pólos magneticos, se repelem assim que uma entra na área de atuação da outra.

As duas pessoas que eu as tenho como "minhas queridas" parecem querer justamente o oposto, e vejo que o clima entre elas não será um dos melhores a partir de agora. Me forçaram a tomar um lado nessa decisão, e justamente por não tomar nenhum partido disso (pois eu como seguidor código bushido, não me meto em brigas alheias apenas se o resultado for desigual e isso fizer a outra pessoa sangrar...) a pessoa é vista como sem ação, quando não sabem que isso é uma bela demonstração se ser adulto. Pois se me lembro bem, pessoas adultas devem se entender e dialogar, e não se deglariarem..."Quando dois elefantes brigam, quem sofre é a grama", já afirmava meu mestre Jorge Kishigawa. E eu ultimamente estou com cara de alfafa bem passado e pronto para ser levado para uma fazenda...

Agora então, estou em dupla responsabilidade: Criar o meu filhote Aleph e amar a minha velha amiga, nova bela mulher e mãe do meu filhote. Espero não causar problemas em relação a essa vida louca. Ainda penso nas minhas duas cirurgias marcadas, a estética será mais mesmo para aliviar uma coisa da minha imagem. A segunda, mais séria e delicada, deixarei que o tempo ajude a ser favorável a mim, porque ela poderá mudar pernamentemente a vida desse artista. Diria que estarei dando o meu "principal sentido para a minha profissão". Mas se isso acarretar em salvar alguém, eu mesmo a farei...

Espero que as duas aprendam a viver em harmonia ou simplesmente o "cada uma na sua" (que, as vezes, em meus próprios pensamentos... acho que isso não vai acontecer é nunca ou não tão cedo). Posso até nem ser a pessoa mais indicada para comentar sobre isso, mas só espero que isso não termine naquilo que cheguei a ter como pesadelo um dia. Viverei a minha vida agora de homem compromissado, e que nessas histórias de uma vida sincera esperarei fazer uma vida legal e amável com quem amo e ajudando de longe a quem prezo como amiga (mesmo sabendo que isso será quase impossível senão eu poderei estar sentando em um futuro banco de testemunhas...). Não quero ver novamente uma cena sem graça que vi há bastante tempo, porque não sei se o meu polo "Yin-Yang" para as coisas do mundo vai atuar outra dualidade.

Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria.


Atenciosamente...

A este diário...
Lucas, ou apenas...Kyo...